Marcelo Rebelo de Sousa em Cabo Verde

Cidade da Praia, 10 Abr (Inforpress) – O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca sugeriu hoje a introdução de mais um pilar na parceria especial entre União Europeia e Cabo Verde, concretamente o pilar de investimento, crescimento e emprego.

Jorge Carlos Fonseca que falava numa conferência conjunta com o seu homólogo português. Marcelo Rebelo de Sousa, que se encontra de visita a Cabo Verde, disse que o arquipélago cabo-verdiano quer explorar todas as formas de aproximação e cooperação, sendo certo que a pretensão não é de ser membro da UE.

De acordo com Jorge Carlos Fonseca, um exemplo da ideia de Cabo Verde do alargamento da parceria já existente com a EU “é que seria importante para além dos pilares já existentes introduzir um outro pilar: investimento, crescimento e emprego”, sugeriu sublinhando que a pretensão de Cabo Verde é de aprofundar e alargar até ao limite da pertença.

No momento em que muito se fala da questão da mobilidade, da isenção de vistos de entrada em Cabo Verde a cidadãos provenientes da UE e do alargamento do espaço Schengen, Jorge Carlos Fonseca reiterou a sua ideia de que essa mobilidade se possa dar nos dois sentidos, isto é, que os cabo-verdianos possam entrar também na Europa sem visto.

“Do meu ponto de vista este é um dossier muito complexo. O processo de negociações está em curso e isso deve corresponder a uma visão estratégica, uma visão de longo prazo e para Cabo Verde. Qualquer passo que se dê no plano da mobilidade da segurança temos de ter sempre em conta os interesses do Estado de Cabo Verde”, notou.

O Presidente português Marcelo Rebelo de Sousa concorda que a questão da mobilidade é uma matéria sensível, mas garantiu que neste domínio e em outros, Portugal acompanha apoiando a pretensão de Cabo Verde, não esquecendo os debates em curso na UE.

Contudo, alertou que não menos essencial que a mobilidade é o crescimento económico que na sua perspectiva pressupõe uma solidez financeira interna e externa. Neste particular destacou a ligação entre a moeda cabo-verdiana e o euro, para o qual Portugal deu um contributo fundamental.

Este é um elemento que não tem sido dado muita atenção, mas que é um elemento fundamental.

A parceria especial entre UE e Cabo Verde completa em 2017 dez anos de existência e enforma seis pilares, designadamente boa governação, segurança e estabilidade, sociedade de conhecimento, luta contra pobreza, integração regional e convergência técnica e normativa.

Créditos: MJB/FP / Inforpress/Fim

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